Desamparado

21:35
Meus cabelos,
espalhados em teu travesseiro
jorravam tempestades sazonais,
e elas destroem.

Não mais...

E nos lençóis,
meu perfume, nosso cheiro,
farão falta,
mesmo envenenados
de ciúme e mágoa.

Verás então como a saudade dói.

Andarás pela casa,
ex - amado,
como num deserto:
buscando roupas esquecidas,
lenimento, água

e pelas ruas,
como um desvairado,
mulheres parecidas,
lenitivos, fadas.

Nada te dará abrigo
ou se fará sentido,
namorado, nada...

Só as tintas
que caíram de meus olhos
e pintaram em teus quadros
paisagens deturpadas.

Academia Marginal de Letras

18:28 Posted In
Leoa ou Gazela, todo dia é dia dela, nas mãos de Mano Melo



Dedicatória

18:10

Leoa ou Gazela nas mãos de Contador Borges

18:04 Posted In
Na Casa das Rosas, dia 28 de outubro.

Ao lado de José Geraldo Neres, curador do evento

Vampira

21:09
Sedenta

provo com a língua
e gosto
do gosto
do teu beijo.

Tua desdita,
meu desejo.

Deixo-te vazio
e me afasto,
satisfeita.

Devoro a alma,
mas ponho
no pires do meu gato

o sangue
dos homens que mato.



poema do livro LEOA OU GAZELA, TODO DIA É DIA DELA,
publicado aqui em 27/10/07 e recentemente declamado no primeiro
EITA! Sarau - Mistérios da Meia-Noite